terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fragmentos

"Para mim você, com suas virtudes e defeitos sempre foi bom demais para ser verdade. De verdade"



"Mesmo sendo pouco tempo comparado ao que eu quero passar ao seu lado: feliz sétimo mês. Te amo, minha vida."

"Que se passem os dias, meses, anos. Você foi a esperança dos meus tempos de solidão, você é a essência dos meus tempos de felicidade e será a certeza dos meus tempos de fé. Que nossos olhos nunca percam o brilho."

"Assim como o poeta só é grande se sofrer.
Assim como uma nuvem só acontece se chover.
Não há um você sem mim. Não há um eu sem você."

"Alegria dos meus dias que em questão de segundos elimina toda a tristeza e me faz sentir bem. Te amo"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Conselhos

  A armadilha do tempo é traiçoeira. Nunca dei valor ao que me disseram os mais velhos, os enrugados e desistentes, aqueles que deixaram de lado seus sonhos para se segurar aqui e conseguir passar mais um dia sem chorar. Eu passei tempo demais acreditando em vidas plásticas que via na TV, a liberdade e a autoafirmação de Will, o dinheiro fácil e a promiscuidade de Charlie, os seis amigos perfeitos que nunca se separam. Achei que era tudo ficção e percebi que me deixei levar. Não me dei conta, mas passei a acreditar e desejar tudo aquilo que eu, avidamente, assistia acontecer, episódio por episódio. Me afundei em livros, em leituras, em escrever, imaginar, todas essas atividades boas para a alma e más para o bolso. Hoje me vejo no ponto em que deveria escolher meu futuro, o momento no qual eu deveria estar preparado e daí então, dar um passo.

  Não me preparei, não estudei o bastante, não conheci a burocracia tão bem quanto deveria. Tudo que tenho são quatrocentas e duas mil páginas de ficção, um coração frágil demais e uma falta de maturidade de dar medo. As minhas faculdades mentais desaceleraram, entraram no ritmo dos desejos e sonhos. Esses os quais ruíram e sepultaram minha felicidade. Contento-me com coisas poucas, tento ser pequeno e pensar menor ainda. Talvez um emprego, uma casa de quatro cômodos numa favela qualquer, eu realmente não me importo. Desde que eu possa levar comigo todas as minhas mentiras, todos os meus livros e o meu violão.

  Sempre fui dado às artes, sempre amei música e me deliciei com tudo que eu podia encontrar de melhor. Sempre excitei-me com histórias inventadas, vidas passadas que nunca existiram, narrações diretas, personagens planas, pequenas ilusões em tinta preta e papel branco. Jovens heróis modernos ou antigos amores impossíveis, todos esses, mentiram para mim.

 Se me fosse reservada a tarefa de dar um conselho à próxima geração, não teria dúvidas: Todos aqueles "dados à arte", se matem. O mundo não foi feito para vocês, as engrenagens não rodam para o seu favor. Tudo é pragmático e bruto. Deixem apenas os poucos e bons que conseguem conciliar sua estupidez pela arte, com sua regular vida mecânica. Não há esperança em sonhos feitos de papel e melodia. Tudo se move linearmente, sem vacilar. Não há espaço para uma vida diferente dessa. Desistam agora, por favor.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A luz não dura muito quando você se rende como eu.
Essa minha pequena luz não volta a brilhar.

sábado, 4 de setembro de 2010

Ninguém vai ler minhas confissões. Desperdicei tudo que tinha, vou morrer amargo, só, faminto e louco.
E é isso. Adeus.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Metade de mim é vazio, a outra é solidão.

Me levantar agora é realmente um desafio. A cama geme, as mãos doem, os olhos ardem, a respiração falha e o sol sempre ali. Acho que negligencio a idéia de fechar as janelas quando me deito só para poder ser acordado pelo sol de novo. Suar de novo, reclamar de novo, me levantar de novo. Um ar parado que não deixa esse lugar, eu respiro a mesma coisa já a alguns meses. Não tenho mais gosto por filmes nem por música. A melancolia que tudo me passa é gritante, a banalidade também.

Já sinto que não me aguento nisso tudo que me prende. As paredes do quarto estão mais próximas, meus livros ficaram menores, a casa agora me sufoca e enlouquece. A minha proteção, mais uma vez me engana. Minhas escolhas estão erradas, novamente. O choro não me vem, nem o sorriso verdadeiro. Insensível, alheio para as coisas do mundo, alimentando uma antiga sociofobia agora redescoberta. Sou o produto dos meus erros, subtração dos meus acertos (tão poucos). Frio que sou me gelo e num instante estou a gritar por qualquer coisa, meu ego infla e sou egoísta, no que posso me agarro e tudo me ofende. Pessoal, egocêntrico, preguiçoso e irresponsável. Traços de psicopatia e depressão. Nem mesmo diagnosticado eu fui, procurei resposta e tudo que me deram foram traços. Nem nos meus defeitos sou completo. Não sou bom nem ruim o bastante. Eu não sou ninguém. Não me deixo enganar pela imagem gerada por esse inconsciente. Sombra que move o meu pensar e meu agir. Eu não existo. Tudo que sou é uma ilusão gerada por uma mente consciente e inexplicável, formada por sinapses e reações químicas.

Quando me resumo em fórmulas, tudo perde o sentido. O texto mudaria aqui, mas como todo o resto, não consigo terminar. Me falta palavra e talento. Com o silêncio eu sei lidar, mas quando é que vou me acostumar ao desespero?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Fan

"You love the song, but not the singer"

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